
Doença De Peyronie
A doença de Peyronie é umas das causas da disfunção eréctil e existe tratamento em Portugal com 70% de eficácia!
A infidelidade não se explica pelo género: ressentimento, insatisfação, carência emocional, desejo de novidade ou atração podem estar envolvidos. A comunicação fortalece a relação.

A infidelidade não tem uma única explicação. E, embora seja tentador procurar diferenças entre homens e mulheres, as razões que levam alguém a trair são muito mais complexas do que o género.
Insatisfação emocional ou sexual, desejo de se sentir novamente desejada, ressentimento, procura de novidade ou simplesmente atração por outra pessoa podem estar por detrás de uma traição.
Descobrir uma traição pode abalar profundamente a confiança numa relação. Algumas pessoas terminam a relação; outras tentam reconstruí-la; e há quem responda com outra traição.
Nestes casos, a infidelidade pode surgir como uma forma de vingança: “Quero que sintas aquilo que eu senti.”
Mas o ressentimento não nasce apenas de uma infidelidade. Mentiras repetidas, promessas quebradas, desrespeito ou situações que destruam a confiança também podem criar um afastamento emocional entre o casal.
O problema é que trair para magoar raramente resolve aquilo que já estava mal. Normalmente acrescenta uma nova ferida à relação.
A rotina, o stress, o cansaço, os filhos, o trabalho e tantas outras preocupações podem fazer com que a vida sexual passe para segundo plano.
E não se trata apenas da quantidade de sexo.
Pode existir sexo frequente e, ainda assim, haver insatisfação: falta de prazer, pouca variedade, diferenças no desejo, dificuldade em falar sobre fantasias ou a sensação de que as necessidades de apenas uma das pessoas são valorizadas.
Quando essa insatisfação se prolonga e não existe comunicação, algumas pessoas podem sentir-se tentadas a procurar fora da relação aquilo que sentem estar em falta dentro dela.
Antes de chegar aí, há uma ferramenta muito mais poderosa: falar sobre sexo.
O que gostas? O que não gostas? O que gostarias de experimentar? O que mudou no teu desejo?
Estas conversas podem ser desconfortáveis no início, mas fazem uma enorme diferença.
Com o passar dos anos, é fácil deixar de dizer aquilo que no início parecia natural:
“Estás linda.”
“Adoro esse perfume.”
“Ficas incrível com essa roupa.”
“Tenho desejo por ti.”
Quando aparece alguém que presta atenção, elogia, flirta e demonstra interesse, essa atenção pode ser especialmente apelativa para quem já não se sente desejada na própria relação.
Não significa que receber um elogio leve alguém automaticamente a trair. Mas sentir-se vista, valorizada e desejada é importante numa relação — para mulheres e homens.
Podem viver na mesma casa, dormir na mesma cama e, ainda assim, sentirem-se emocionalmente distantes.
Quando o trabalho, os telemóveis, os problemas ou simplesmente a rotina ocupam todo o espaço, o casal pode começar a funcionar mais como uma equipa de gestão da vida quotidiana do que como parceiros amorosos.
É nessa distância que, por vezes, outra pessoa começa a ocupar espaço.
Primeiro vêm as conversas. Depois as confidências. A sensação de ser compreendida. A vontade de estar com aquela pessoa. E aquilo que começou como uma ligação emocional pode ultrapassar os limites definidos na relação.
Nem todas as traições acontecem porque existe algo profundamente errado na relação.
Por vezes existe curiosidade, atração, oportunidade ou vontade de voltar a sentir a intensidade associada ao início de uma paixão.
A novidade pode ser excitante precisamente porque é diferente do quotidiano.
Isto não justifica uma traição, mas ajuda a perceber porque uma pessoa pode ser infiel mesmo afirmando que continua a amar o parceiro.
Sim, também pode ser simplesmente atração.
As mulheres, tal como os homens, podem sentir desejo e atração física por outras pessoas mesmo estando numa relação.
Estar comprometido não significa deixar automaticamente de reparar nos outros. A diferença está naquilo que cada pessoa decide fazer com essa atração e nos limites estabelecidos pelo casal.
Afinal, é possível evitar uma traição?
Não existe uma fórmula capaz de garantir que alguém nunca será infiel — e a responsabilidade por uma traição pertence sempre a quem decide ultrapassar os limites da relação.
Mas existem comportamentos que ajudam a construir relações mais fortes: comunicação, confiança, carinho, intimidade, atenção e uma vida sexual em que ambos se sintam ouvidos.
Falem também sobre aquilo que consideram traição. Para algumas pessoas é apenas sexo; para outras, um beijo, sexting, aplicações de encontros ou uma ligação emocional escondida já ultrapassam os limites.
E não deixem estas conversas apenas para quando alguma coisa corre mal.
Uma boa relação não é aquela em que nunca existem problemas. É aquela em que existe espaço para falar deles — inclusive quando o assunto é sexo, desejo e prazer.

— Enfermeiros Renato Gonçalves e Francisco Martins —
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